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Como aprendemos?

Por Leila Camargo Lemos

 

O processo de aprendizagem é basicamente constituído por duas áreas do cérebro, nossa área de memória de longo prazo e a área de memória de trabalho.

Quem são e o que fazem essas áreas?

A memória de longo prazo tem um espaço maior no nosso “HD” cerebral e nela estão guardados tudo o que já aprendemos ao longo das nossas vidas, por isso que na andragogia (ciência ou arte de orientar adultos a aprender) é necessário considerar o conhecimento prévio desse estudante.

A memória de trabalho ocupa um espacinho bem menor, se comparado ao espaço utilizado pela memória de longo prazo e sua função é captar os estímulos externos e criar as conexões com a memória de longo prazo e então construir o conhecimento.

Para que esse processo se realize com qualidade a memória de trabalho precisa de estímulos externos que podem ser: pessoas, livros, alimentos, sons e outras experiências do seu cotidiano que geram as conexões entre a memória de longo prazo e a memória de trabalho.

Por termos uma dificuldade severa de aprendizado, precisamos repetir esses processos, para que as conexões estabelecidas se fortaleçam e fiquem “gravadas” na memória de longo prazo.

Como fazermos isso na EAD?

Ao disponibilizarmos uma vídeo aula, o aluno recebe um estímulo externo envolvendo a memória de trabalho.

Por se tratar de uma nova informação a memória de trabalho vai conversar com a memória de longo prazo para saber se há alguma coisa lá na memória de longo prazo que possa gerar uma conexão, se houver teremos uma suave conexão, porém essa conexão é fraca e dificilmente fixará um conhecimento na memória de longo prazo.

Para que as conexões se fortaleçam precisamos dispor de mais estímulos externos, que podem ser apresentados com: pesquisas, textos, vídeos de conteúdo relacionado ao assunto da aula entre outros.

Considerando que o cérebro aprende através de diversos estímulos, conforme figura abaixo:

 

 

Precisamos dispor como conteúdo nos assuntos abordados atividades de fixação, que consequentemente tornarão as conexões entre a memória de trabalho e a memória de longo prazo mais fortes, exemplos:

• Perguntas de múltipla escolha;

• Exercícios de pesquisa;

• Exercícios aonde o aluno grava um vídeo sobre o assunto abordado;

• Textos complementares;

• Resumos;

• Atividades de interação em fóruns ou chats e até mesmo aulas transmitidas ao vivo, através de programas que dispõem desses recursos;

• Além das atividades práticas, que podem ser realizadas a distância e apresentadas através de vídeos, nos quais os alunos demonstram o que aprenderam vendo, ouvindo e lendo.

Quando dispomos de outros recursos, proporcionamos aos estudantes uma porcentagem maior de estímulos o que consequentemente fortalecerá as conexões e o conhecimento será construído, saindo da memória de trabalho, fixando-se na memória de longo prazo.

Ao alcançarmos a fixação na memória de longo prazo, alcançamos sucesso no processo de ensino aprendizagem.

 

Curitiba, 08 de maio de 2020.

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